I am on Strike!
Peço desculpa pelo meu inglês de Oxford, muito pouco técnico!
florestas
Floresta dos plátanos, choupos, freixos, faias, salgueiros, olmos, oliveiras, castanheiros, carvalhos, sobreiros, azinheiras, pinheiros bravos e mansos....
Um blog para seres da floresta, do deserto, dos grandes mares, das planícies, das montanhas, dos rios, das rias, das cidades... não acessível a tias!
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quarta-feira, maio 30, 2007
domingo, fevereiro 18, 2007
Leis Novas - Decretos, Despachos, Circulares...
Por decisão da Srª Sinistra foi extinta a DGRHE - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação!
Por despacho sucessivo foi criada a DGRHE - Direcção-Geral dos Resíduos (restos) Humanos da Educação.
O Portugal moderno dispensa o peso dos humanos, enquanto não for residual e ao serviço da causa nobre da economia.
Os humanos complicam o que a economia simplifica!
A economia é Simplex, os humanos são Complex!!!
Foi também abolido o cozido à portuguesa, essa mistura desgovernada de carnes!
O prato nacional é agora o "Sauté TPP/TGV - Tou Poupando em Professores- Tou Gastando em Vergastadas"
Hum, que delícia...!!!!
Por despacho sucessivo foi criada a DGRHE - Direcção-Geral dos Resíduos (restos) Humanos da Educação.
O Portugal moderno dispensa o peso dos humanos, enquanto não for residual e ao serviço da causa nobre da economia.
Os humanos complicam o que a economia simplifica!
A economia é Simplex, os humanos são Complex!!!
Foi também abolido o cozido à portuguesa, essa mistura desgovernada de carnes!
O prato nacional é agora o "Sauté TPP/TGV - Tou Poupando em Professores- Tou Gastando em Vergastadas"
Hum, que delícia...!!!!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Projecto do ME para acesso a "titular" é novo atentado contra os docentes
Realizada a primeira reunião do processo de regulamentação do ECD, a FENPROF afirma, sem medo de errar, que o projecto apresentado pelo Ministério da Educação, visando estabelecer o regime do primeiro concurso de acesso à categoria de titular, torna ainda mais negativo o já muito gravoso "ECD do ME".
De facto, o projecto que o ME enviou à FENPROF:
Retoma algumas das propostas mais penalizadoras que assumira durante o processo de revisão do ECD, sobre os efeitos das faltas, licenças e dispensas na carreira dos professores e educadores. São o caso das dispensas para formação, nojo por morte de familiares directos, assistência por doença a filhos menores, casamento, doença do próprio, isolamento profiláctico e muitas outras que, nos termos da lei, são equiparadas a serviço efectivamente prestado;
Limita a apreciação curricular para efeitos de concurso de acesso aos últimos seis anos, num claro desrespeito pelo riquíssimo passado, de décadas, de professores e educadores que se envolveram nas mais diversas actividades nas suas escolas;
Não é revelado o peso de cada um dos factores a ponderar na designada apreciação curricular. O recurso a uma classificação de 60 pontos, numa escala de 0 a 100 (agravado pelo desconhecimento da ponderação de cada factor) surge como um crivo que impedirá um elevadíssimo número de docentes do 10º escalão de acederem à categoria de titular, substituindo a quota que se aplicará aos restantes.
Revela que nem a dotação de 1/3 para acesso dos docentes dos 8º e 9º escalões à categoria de titular, será respeitada. De facto, o que o próprio "ECD do ME" considera como "dotação" (1/3) surge agora transformado em "limite".
São criados, de forma artificial e apenas para este concurso, departamentos que deixarão, em muitas escolas, inúmeros grupos de recrutamento sem qualquer titular. Além destes, nesta proposta de departamentos surgem absurdos como, por exemplo, a integração dos docentes de Educação Especial no departamento "Expressões", juntamente com a Música, a Educação Física ou a Educação Tecnológica.
Será impeditivo da mobilidade da esmagadora maioria dos docentes, limitados que estarão neste concurso a concorrer apenas à escola a cujo quadro pertencem ou, nos casos de afectação ou destacamento, àquelas em que exercem funções. Dessa forma, surgirão ultrapassagens no acesso aos novos quadros, será totalmente desvalorizada a graduação profissional dos candidatos e decorrerão daqui situações de extrema instabilidade para todos os que, estando nos 8º, 9º e 10º escalões, não consigam aceder à respectiva categoria (designadamente por razões de ordem administrativa: limite de vagas ou classificação a partir de factores de restrição).
Para a FENPROF, entenda-se, o problema não está no projecto agora apresentado pelo ME, apesar de, nele, serem recuperadas algumas das posições mais negativas que tinham surgido nas suas propostas de revisão do ECD.
A FENPROF pretende, isso sim, destacar o carácter extremamente negativo e arbitrário deste projecto com que o Ministério da Educação pretende regulamentar um dos aspectos mais gravosos da carreira docente que impôs: a divisão em categorias hierarquizadas. Uma divisão sem outros objectivos que não sejam os de impedir o acesso dos professores e educadores ao topo da carreira e de cercear níveis de autonomia e responsabilização que hoje são reconhecidos aos professores e às escolas.
A FENPROF rejeita esta proposta do ME e considera indispensável, uma vez mais, a mobilização de todos os educadores e professores portugueses contra uma política que os tem vindo a desvalorizar e desconsiderar. Não é aceitável este permanente ataque aos profissionais docentes e não será a criação de um ridículo prémio a atribuir ao melhor professor que disfarça ou atenua políticas e medidas que visam, apenas, desregular a profissão docente, introduzir focos de instabilidade profissional e desvalorizar social e materialmente a sua carreira.
Informação transcrita do site da FENPROF
De facto, o projecto que o ME enviou à FENPROF:
Retoma algumas das propostas mais penalizadoras que assumira durante o processo de revisão do ECD, sobre os efeitos das faltas, licenças e dispensas na carreira dos professores e educadores. São o caso das dispensas para formação, nojo por morte de familiares directos, assistência por doença a filhos menores, casamento, doença do próprio, isolamento profiláctico e muitas outras que, nos termos da lei, são equiparadas a serviço efectivamente prestado;
Limita a apreciação curricular para efeitos de concurso de acesso aos últimos seis anos, num claro desrespeito pelo riquíssimo passado, de décadas, de professores e educadores que se envolveram nas mais diversas actividades nas suas escolas;
Não é revelado o peso de cada um dos factores a ponderar na designada apreciação curricular. O recurso a uma classificação de 60 pontos, numa escala de 0 a 100 (agravado pelo desconhecimento da ponderação de cada factor) surge como um crivo que impedirá um elevadíssimo número de docentes do 10º escalão de acederem à categoria de titular, substituindo a quota que se aplicará aos restantes.
Revela que nem a dotação de 1/3 para acesso dos docentes dos 8º e 9º escalões à categoria de titular, será respeitada. De facto, o que o próprio "ECD do ME" considera como "dotação" (1/3) surge agora transformado em "limite".
São criados, de forma artificial e apenas para este concurso, departamentos que deixarão, em muitas escolas, inúmeros grupos de recrutamento sem qualquer titular. Além destes, nesta proposta de departamentos surgem absurdos como, por exemplo, a integração dos docentes de Educação Especial no departamento "Expressões", juntamente com a Música, a Educação Física ou a Educação Tecnológica.
Será impeditivo da mobilidade da esmagadora maioria dos docentes, limitados que estarão neste concurso a concorrer apenas à escola a cujo quadro pertencem ou, nos casos de afectação ou destacamento, àquelas em que exercem funções. Dessa forma, surgirão ultrapassagens no acesso aos novos quadros, será totalmente desvalorizada a graduação profissional dos candidatos e decorrerão daqui situações de extrema instabilidade para todos os que, estando nos 8º, 9º e 10º escalões, não consigam aceder à respectiva categoria (designadamente por razões de ordem administrativa: limite de vagas ou classificação a partir de factores de restrição).
Para a FENPROF, entenda-se, o problema não está no projecto agora apresentado pelo ME, apesar de, nele, serem recuperadas algumas das posições mais negativas que tinham surgido nas suas propostas de revisão do ECD.
A FENPROF pretende, isso sim, destacar o carácter extremamente negativo e arbitrário deste projecto com que o Ministério da Educação pretende regulamentar um dos aspectos mais gravosos da carreira docente que impôs: a divisão em categorias hierarquizadas. Uma divisão sem outros objectivos que não sejam os de impedir o acesso dos professores e educadores ao topo da carreira e de cercear níveis de autonomia e responsabilização que hoje são reconhecidos aos professores e às escolas.
A FENPROF rejeita esta proposta do ME e considera indispensável, uma vez mais, a mobilização de todos os educadores e professores portugueses contra uma política que os tem vindo a desvalorizar e desconsiderar. Não é aceitável este permanente ataque aos profissionais docentes e não será a criação de um ridículo prémio a atribuir ao melhor professor que disfarça ou atenua políticas e medidas que visam, apenas, desregular a profissão docente, introduzir focos de instabilidade profissional e desvalorizar social e materialmente a sua carreira.
Informação transcrita do site da FENPROF
domingo, fevereiro 11, 2007
Desde que alguém extremamente sinistro me desconsiderou abruptamente como profissional, desde que sei que o meu trabalho se estende por cinco dias (está no novo ECD e se calhar no velho também), desde que sei que sou escumalha, desde que sei que qualquer dos meus contributos para esta coisa educativa foi apagado do registo (ando nisto há 21 anos), desde que sei que serei fornicado e mal pago até ao dia em que morrer, de bengala, a leccionar ( não sei exactamente o quê), desde que sei que esta desvalorização se faz para se ter um fundo de maneio maior para a elite dos políticos e compadres, que me pus à procura do Kit de sobrevivência mais próximo. Deixou de me interessar qualquer discussão pedagógica, não me motivo com filosofias da educação, perdi a vontade de achar graça às práticas decentes, não me revejo no vocabulário utilizado (boas práticas e péssimas teóricas), não quero saber de trabalho missionário em que não acredito.
Vai daí, decidi dedicar o meu tempo de fim-de-semana ao fim-de-semana!
E se a semana acaba, na sexta-feira acaba a minha preocupação com a escola, nem um minuto do meu Sábado ou Domingo é dedicado à escola.
Não vejo testes, não corrijo fichas, não preparo aulas, não faço nada que tenha a ver com a escola!
Os alunos esperam e desesperam?
Os utentes do serviço nacional de saúde também!!!
A família agradece, até porque já sabe que filho de professor jamais poderá ter uma educação normal (é que os pais dos filhos dos professores são maus profissionais, diz o ME; resta-lhes serem bons pais)!!!
Vai daí, decidi dedicar o meu tempo de fim-de-semana ao fim-de-semana!
E se a semana acaba, na sexta-feira acaba a minha preocupação com a escola, nem um minuto do meu Sábado ou Domingo é dedicado à escola.
Não vejo testes, não corrijo fichas, não preparo aulas, não faço nada que tenha a ver com a escola!
Os alunos esperam e desesperam?
Os utentes do serviço nacional de saúde também!!!
A família agradece, até porque já sabe que filho de professor jamais poderá ter uma educação normal (é que os pais dos filhos dos professores são maus profissionais, diz o ME; resta-lhes serem bons pais)!!!
sábado, janeiro 27, 2007
Requisitos a prrencher pelos opositores ao Concurso de Melhor Professor Nacional
Requisitos a prrencher (cumulativamente) pelos opositores ao Concurso de Melhor Professor Nacional 
a) Ser capaz de soletrar a expressão "Maria de Lurdes Rodrigues, Vossa Excelência", em pelo menos 34 línguas diferentes;
b) Ser especialista em vénias;
c) Nunca ter ousado pronunciar o nome de Sinistra em vão (de escada);
d) Ter feito um requerimento ao ME a pedir o prolongamento da idade da reforma até aos 77 anos, com uma redução de ordenado de 5% em cada ano subsequente aos 65.;
e) Ter realizado 95 % do total de substituições da escola, declarando no jornal escolar que o fez porque trabalha por gosto;
f) Ter sido coordenador de três departamentos diferentes, sempre com a aura de excelência visível em qualquer actividade;
g) Declarar já ser capaz de ser um "genérico", sem estar à espera que o diploma legal surta efeito, demonstrando um espírito de iniciativa muito para além do comum na indústria farmacêutica;
h) Leccionar 4 turmas de LPO, mais três de Inglês, 7 de Matemática (...), colaborar com a professora de apoios em actividades por si delineadas, substituir a psicóloga escolar nas suas faltas e impedimentos, acompanhar os encarregados de educação quando estes acompanham os filhos à escola;
i) Ser portador de um espírito de missão reconhecido e atestado por um número mínimo de 112 docentes, 11245 discentes e 1124765 displicentes;
j) Ser o director do jornal escolar, o webmaster da página escolar, o coordenador dos directores de turma; o Presidente do Executivo, do Pedagógico, da Área de Projecto, do Estudo Acompanhado, da Comissão de Acompanhamento das Actividades Gratuitas de Substituição;
l) Ter uma pós-graduação em salamaleques genéricos, um mestrado genérico em agachamento prolongado, um doutoramento mais genérico em "louvar a sinhoura";
m) Ter publicado pelos menos dois artigos em jornais nacionais, defendendo a instituição do prémio e criticando os que, malevolamente, tem vindo a afirmar que com o dinheiro roubado em ordenados se poderiam instituir 232589 prémios daquele montante;
n) Ter apresentado publicamente uma proposta inovadora de reconversão das carreiras: a do professor, a do professor titular e a do professor titular plus, com critérios de progressão baseados na excelência e no número de vezes que cada professor é capar de dizer "Vossa Excelência" por minuto;
o) Ser um arauto do Portugal Moderno e da Escola Pública de Qualidade, do rigor, da excelência, do trabalho que liberta, da valorização em horário pós-laboral, da exigência e ser capaz de demonstrar que as medidas para os professores são boas, eles é que têm uma limitada capacidade de entendimento...
p) Ser capaz de escrever um texto com alíneas até ao "p".
______________________________________
Nota: Eu tenho um dos requisitos..., só não digo qual é!

a) Ser capaz de soletrar a expressão "Maria de Lurdes Rodrigues, Vossa Excelência", em pelo menos 34 línguas diferentes;
b) Ser especialista em vénias;
c) Nunca ter ousado pronunciar o nome de Sinistra em vão (de escada);
d) Ter feito um requerimento ao ME a pedir o prolongamento da idade da reforma até aos 77 anos, com uma redução de ordenado de 5% em cada ano subsequente aos 65.;
e) Ter realizado 95 % do total de substituições da escola, declarando no jornal escolar que o fez porque trabalha por gosto;
f) Ter sido coordenador de três departamentos diferentes, sempre com a aura de excelência visível em qualquer actividade;
g) Declarar já ser capaz de ser um "genérico", sem estar à espera que o diploma legal surta efeito, demonstrando um espírito de iniciativa muito para além do comum na indústria farmacêutica;
h) Leccionar 4 turmas de LPO, mais três de Inglês, 7 de Matemática (...), colaborar com a professora de apoios em actividades por si delineadas, substituir a psicóloga escolar nas suas faltas e impedimentos, acompanhar os encarregados de educação quando estes acompanham os filhos à escola;
i) Ser portador de um espírito de missão reconhecido e atestado por um número mínimo de 112 docentes, 11245 discentes e 1124765 displicentes;
j) Ser o director do jornal escolar, o webmaster da página escolar, o coordenador dos directores de turma; o Presidente do Executivo, do Pedagógico, da Área de Projecto, do Estudo Acompanhado, da Comissão de Acompanhamento das Actividades Gratuitas de Substituição;
l) Ter uma pós-graduação em salamaleques genéricos, um mestrado genérico em agachamento prolongado, um doutoramento mais genérico em "louvar a sinhoura";
m) Ter publicado pelos menos dois artigos em jornais nacionais, defendendo a instituição do prémio e criticando os que, malevolamente, tem vindo a afirmar que com o dinheiro roubado em ordenados se poderiam instituir 232589 prémios daquele montante;
n) Ter apresentado publicamente uma proposta inovadora de reconversão das carreiras: a do professor, a do professor titular e a do professor titular plus, com critérios de progressão baseados na excelência e no número de vezes que cada professor é capar de dizer "Vossa Excelência" por minuto;
o) Ser um arauto do Portugal Moderno e da Escola Pública de Qualidade, do rigor, da excelência, do trabalho que liberta, da valorização em horário pós-laboral, da exigência e ser capaz de demonstrar que as medidas para os professores são boas, eles é que têm uma limitada capacidade de entendimento...
p) Ser capaz de escrever um texto com alíneas até ao "p".
______________________________________
Nota: Eu tenho um dos requisitos..., só não digo qual é!
Prémio para Professores - O Lurditas d' Ouro

Fui "roubar" a imagem ao "Anterozóide", um blog que vale a pena visitar. Espero estar perdoado pelo meu acto...!
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Da cartola

Uma licenciatura generalista, seguida de um mestrado generalista, com créditos daqui, dali e dacolá, é coisa que não lembra ao diabo, mas lembrou aos doutores da educação que andam pelo ME.
Presumem-se resultados que nos colocarão a par da Europa, espreitam-se melhorias nunca antes vistas e o país há-de triunfar do obscurantismo em que a classe docente o colocou.
O novo professor será um poço de sabedoria, muito mais ligado ao meio envolvente que o formar.
Assim se vier do Norte, a Geografia os rios terminam no Tejo (não há tempo para aprender mais matéria na Universidade), os reis da História começam no D. João I (por alguma razão ele foi o primeiro), salta-se os Filipes e volta-se a falar de reis com a revolução liberal que foi no Porto. Em Matemática os números serão todos finitos (sobretudo os do ordenado) e nas Ciências dá-se o aparelho digestivo, mas já não haverá tempo para o respiratório. Portanto se um aluno perguntar o que é um pulmão e para que serve, poderá sempre obter uma resposta que lhe diga que um pulmão não serve para nada e que contenha a respiração que o tempo é de contenção.
Se o novo professor for do Sul, nem houve reis em Portugal, o nosso país foi Muçulmano até à implantação da República, exactamente num dia de Janeiro, em que o corajoso ministro com nome de filósofo depôs Bin Laden, que então governava o território do Algarve ao Tejo. Em Ciências falar-se-á somente dos peixes que são mais pequenos que os mamíferos e cabem mais no tempo de formação. Se um aluno perguntar o que é um mamífero, o professor pode sempre responder que esses seres estão extintos e que tinham pêlo e que faltavam muito... Matemática, para este professor, será o encontro supremo com a fórmula que explica claramente o sucesso económico do país. Tanto num caso como noutro, todos os conhecimentos serão transmitidos em Inglês. As matérias podem ser reduzidas, mas serão leccionadas nesta língua, por ser mais europeia e mais moderna.
O professor de Informática (técnico especializado) poderá sempre colaborar no processo, dando um choque tecnológico aos restantes professores...! Será ele o produtor do programa que explica estatisticamente o sucesso das escolas... em inglês, está claro!
Acrescento: Não se falou de Língua Portuguesa porque o professor ainda não teve tempo para digerir a TLEBS.
domingo, janeiro 07, 2007
Ainda sobre carreiras

O Governo preocupa-se com o bem estar dos portugueses [as elites ricas também são compostas por portugueses].
Isto ocorreu-me agora, quando estava a fazer a barba, e não podia deixar de partilhar esta ideia com os leitores do blog.
Há desígnios superiores que tutelam a acção governativa!
É certo que o goveno congelou a progressão nas carreiras, também é certo que as impossibilitou definitivamente com o novo ECD, mas tudo isto foi feito de acordo com um plano integrado de reestruturação das carreiras.
Assim, se esta carreira está parada, outras há que se movimentam mais facilmente.
São as carreiras com rodas, as carreiras dos transportes de Lisboa e do Porto...
Nestas, a mobilidade é maior e chega-se a algum lado!
Ou Não!!!
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Aventuras Educativas,
Irra que...
quarta-feira, janeiro 03, 2007
What about underwear?
Crazy...
Andam por aí uns rumores, repetidos a cada ano novo, que dizem que se deve vestir uma peça azul (vá-se lá saber porquê) de "underwear" na passagem do ano.
Consultores de imagem, homens do marketing, conselheiros de propaganda, criativos de publicidade, censores, "opinion makers", legisladores foram consultados neste início de ano novo de 2007...
O que vestir mais junto das partes "muy raras"?
Não se chegou a um acordo e as "negociações" foram encerradas!
Foi publicado um diploma que regula os tons de azul (0000FF, 00008B, 000080).
As imagens a utilizar serão objecto de regulamentação posterior, sendo que não podem conter icons subversivos ou que contrariem a constituição da "nacão interior" que será publicada brevemente...
Para publicação em diário oficial foi já enviado um decreto (número desconhecido) que determina o grau de elasticidade do "underwear" nas diferentes situações sociais...
A pirataria, no entanto, não dá tréguas ao legislador e produziu, para este ano novo , um modelo que tem tido muito sucesso entre os profissionais / missionários da educação...
Deixo a imagem para que as pessoas respeitadoras da lei evitem estes abusos criativos:
Andam por aí uns rumores, repetidos a cada ano novo, que dizem que se deve vestir uma peça azul (vá-se lá saber porquê) de "underwear" na passagem do ano.
Consultores de imagem, homens do marketing, conselheiros de propaganda, criativos de publicidade, censores, "opinion makers", legisladores foram consultados neste início de ano novo de 2007...
O que vestir mais junto das partes "muy raras"?
Não se chegou a um acordo e as "negociações" foram encerradas!
Foi publicado um diploma que regula os tons de azul (0000FF, 00008B, 000080).
As imagens a utilizar serão objecto de regulamentação posterior, sendo que não podem conter icons subversivos ou que contrariem a constituição da "nacão interior" que será publicada brevemente...
Para publicação em diário oficial foi já enviado um decreto (número desconhecido) que determina o grau de elasticidade do "underwear" nas diferentes situações sociais...
A pirataria, no entanto, não dá tréguas ao legislador e produziu, para este ano novo , um modelo que tem tido muito sucesso entre os profissionais / missionários da educação...
Deixo a imagem para que as pessoas respeitadoras da lei evitem estes abusos criativos:
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Aventuras Educativas,
Irra que...,
Medidas
sábado, dezembro 23, 2006
Natal com renas
Nas casas de hoje há muitos problemas de arrumação. Há sempre coisas fora do sítio, ou não há sítio para as coisas. Isto é mais verdade nas casas das pessoas ricas e poderosas, como aquelas que têm poder para lixar a vida dos outros, não que eu as visite, mas tenho um amigo que subiu na vida (sem ser a pulso, mas a tornozelo) e que ainda hoje me atura e me vai dando alguns pormenores das casas dessas pessoas, que ele frequenta e eu não.
Foi a pensar nisso que eu me pus a pensar como seria bom que certas pessoas fossem renas, cabides não faltariam para pendurar as coisas hoje mal arrumadas, ficaria tudo dependuradinho e a rena arrumada também em qualquer lado...
Estou-me a lembrar de coisas que se poderiam pendurar nos cabides orgânicos de algumas pessoas. Por exemplo: o despacho 13 599, o ECD, a reforma tardia, as aulas de substituição não pagas, os dichotes maldizentes sobre professores, o congelamento das progressões, a impossibilidade de progressão, a desvalorização de uma classe inteira, enfim as inúmeras coisitas que têm para pendurar e... arrumar.
É por isto que eu acho que algumas pessoas se deviam transformar em renas: faziam as delícias da pequenada que viam alguma utilidade em certos bichos, ganhavam espaço de arrumação, davam utilidade aos cabides ponteagudos que possuem, tornavam a documentação de mais fácil consulta (sempre exposta), incorporavam melhor o espírito natalício... Enfim, só vantagens!
É isso que lhes desejo neste Natal! Que se transformem em renas e fiquem mais arrumadas!
Imagem retirada de: http://www.helenice.com/renas1.gif
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Medidas
segunda-feira, dezembro 11, 2006
ES PAP
Bem-Vindo ao site da ES PAP - Empresa de Serviços Para Alojamento de Penduras.
Amigo nosso que esteja pendurado, a ganhar só 3000 E por mês, nós alojamos. Já temos alojados 34 directores, 272 subdirectores, 2176 assessores da direcção, 17408 chefes de gabinete, de sub-gabinete, de sala, de despensa, 139264 secretárias, secretários e outros operários de gestão de recursos humanos excedentários.
Desalojamos uns rapidamente e alojamos outros ainda com mais velocidade.
Por cada desalojado, criamos 8 amigos alojados.
O nosso lema é o nosso tema:
Alojamos a Amizade para uma Administração de Qualidade!
É bonita a amizade!
Um valor a preservar!
Amigo nosso que esteja pendurado, a ganhar só 3000 E por mês, nós alojamos. Já temos alojados 34 directores, 272 subdirectores, 2176 assessores da direcção, 17408 chefes de gabinete, de sub-gabinete, de sala, de despensa, 139264 secretárias, secretários e outros operários de gestão de recursos humanos excedentários.
Desalojamos uns rapidamente e alojamos outros ainda com mais velocidade.
Por cada desalojado, criamos 8 amigos alojados.
O nosso lema é o nosso tema:
Alojamos a Amizade para uma Administração de Qualidade!
É bonita a amizade!
Um valor a preservar!
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Preocupações
Milu é um miúda preocupada!
Digo miúda, porque efectivamente é miúda [no sentido de pequenina, minimalista, com ideias muito básicas e um voluntarismo de miúda a quem foi prometida um prenda e que agora não larga os pais até a a obter].
É uma miúda preocupada e voluntariosa!
Dito isto, Sis Nistra vem fazendo um trabalho de excepção que resulta do labor intelectual em que labuta para resolver as suas preocupações.
As preocupações não são muitas, mas são de peso:
a) Fazer escolas "boas" para agradar ao chefe;
b) Fazer escolas "boas" sem professores;
c) Fazer escolas "boas" sem investir na educação;
d) Fazer escolas "boas" sem cidadãos;
e) Fazer escolas "boas" para agradar aos empresários (palavra que em Portugal podia ser substituída por subsidiários)
f) Fazer escolas "boas" para agradar aos comentadores;
g) Fazer comentadores para agradar à populaça;
h) Fazer crer ao mundo que a salvação do país depende do nível de castigos a aplicar aos professores (esses calaceiros) ;
i) Fazer acreditar que se está a tratar de educação, quando na realidade se está a falar de desacreditação inteirinha de uma classe, em benefício da poupança insana, a ser consumida noutro lado qualquer, com uma elite qualquer, de poderes insondáveis.
j) Fazer crer que o país jamais avançará se ela não fizer dos professores seres obedientes e cumpridores (mais assim: frágeis, dependentes do miserável ordenado que lhes paga...);
l) Fazer das escolas reproduções acéfalas da vontade de um ou dois iluminados, vindos sabe-se lá de onde até aos cargos nacionais que hoje ocupam, com um misto de sabedoria ( e sensaboria) e exigência ( afinal o país tem de progredir);
m) Fazer crer que o seu discurso vazio de ideias e medíocre é o discurso necessário, o programa que salva, o Messias que aí vem...
Depois disto tudo, ainda há quem lhe venda lingerie ( visão apocalíptica) e que lhe lave a roupa interior (obrigado Almada, por nos dares ideias...)
Se falarmos de cuecas e cagadas não estamos longe de verdade, mas sempre nos dirão que o mau cheiro vem das aulas, que quem produz o mau cheiro são os professores, esses privilegiados incontinentes, a quem, definitivamente, é preciso pôr travão!
É que toda a merda do país se concentrou nas escolas e não há perfume que resolva, deve-se portanto proibir os professores de evacuar, pelo menos nas horas de serviço!
“Quem evacuar jamais será titular”, parece ser esse o slogan de Sis Nistra…
E um peidinho posso dar?
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Medidas
sábado, dezembro 02, 2006
Para a História do Adjectivo em Portugal|||
Vigaristas, intrujões, trapaceiros, burlões, mentirosos, embusteiros, charlatães, trafulhas, aldrabões, enganadores, falaciosos, pulhas, impostores, falsos, cabotinos, pantomineiros, trampolineiros, incompetentes, capciosos, falaciosos, traiçoeiros, falsos, hipócritas, inaptos, arrivistas, manhosos, ardilosos, cavilosos, fraudulentos, pérfidos, aleivosos, desleais, fingidos, dissimulados, velhacos, untuosos, incapazes, ambiciosos, videiristas, bajuladores, untadores, enganosos, impostores, insidiosos, perversos, afectados, encobertos, sonsos, dúplices, arteiros, gordos, gordurentos, gordurosos, oleosos, escorregadios, ineptos, ignorantes, estúpidos, açambarcadores, avaros, ávidos, cobiçosos, gananciosos, interesseiros, invejosos, aduladores, servis, lisonjeadores, louvaminheiros, lambe-botas, engraxadores, graxistas, falazes, corruptos, corrompidos, desumanos, maus, inúteis, ruins, disfarçados, embuçados, finórios, anafados, besuntados, sebentos, sebosos, perigosos, evasivos, furtivos, imbecis, incultos, obtusos, estultos, néscios, ignaros, boçais, burros, asnos, asininos, lerdos, baixos, torpes, vis, sabujos, sôfregos, insaciáveis, egoístas, abjectos, manteigueiros, putrefactos, bastardos, abastardados, carniceiros, selvagens, ferinos, ferozes, brutais, imorais, amorais, execrandos, iníquos, malditos, daninhos, nocivos, nefastos, funestos, matreiros, cevados, emporcalhados, lambuzados, imundos, nojentos, tontos, patetas, mentecaptos, aziagos, mórbidos, doentios, insalubres, malignos, desonestos, indignos, obscenos, sórdidos, reles, ignóbeis, repugnantes, asquerosos, miseráveis, desprezíveis, hediondos, repulsivos, nauseabundos, pestilentos, injustos, irresponsáveis, imprudentes, levianos, ligeiros, insensatos.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Sociedade...Social!
Aviso Importante: Este escrito não é um exercício de demagogia!
Segundo a National Geographic de Dezembro, "o governo da Grã-Bretanha oferece empréstimos livres de juros para comprar arte. Desde que comprem uma peça de arte (pintura, escultura, têxtil,vidro, cerâmica) de uma das 250 galerias participantes, os britânicos podem contrair empréstimos até 2 760 euros e têm dez meses para pagar. (...) Já foram autorizados mais de 4500 empréstimos no valor de 4,7 milhões de euros."
Fica a aqui uma sugestão para o governo nacional, uma forma de dar resposta às preocupações sociais que tem demonstrado como nenhum governo europeu. Podia o governo lançar uma campanha de sobrevivência, concedendo empréstimos avultados a pagar em três gerações. A propaganda a estas medidas (coisa que o governo tem usado pouco) poderia ter o seguinte slogan:
"Sobreviva hoje que o seu neto paga amanhã!"
Às famílias que conseguissem sobreviver, seria atribuído um cupão electrónico
ou um chip (modelo choque tecnológico) a incorporar no corpo dos descendentes responsáveis pelos pagamentos, de modo a que eles não se esquecessem de os efectuar.
ou um chip (modelo choque tecnológico) a incorporar no corpo dos descendentes responsáveis pelos pagamentos, de modo a que eles não se esquecessem de os efectuar.É apenas uma sugestão! Os senhores ministros, nas suas infinitas sabedorias, decidirão!
sexta-feira, novembro 24, 2006
Uma coisa interessante neste dia 23-11-2006

"Assassinos a Soldo", assim se chama a versão portuguesa que tem vindo a ser preparada e que, como sempre, apresenta alguns problemas de tradução.
Ora digam lá se a tradução está bem feita...
"Assassinos a Soldo" - Uma Tragédia em Muitas Partes
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Aventuras Educativas,
Irra que...
domingo, novembro 12, 2006
Diz-se... mas é mentira, é claro!

Diz-se por aí, nos corredores das escolas, que La Sinistra, no seu elevado grau de competência legislativa, está a preparar medidas que vão revolucionar a educação no cantinho dos 10 000 000. São medidas fundamentais, necessárias, imprescindíveis: a) criação da disciplina de Poupança 1; b) criação da disciplina de Poupança 2 (com precedência); c) criação da disciplina de Poupança 3 (com aprovação do relatório de contas); d) criação de um quadro de contratados desempregados que poderão deixar de ser desempregados se se quiserem empregar de borla; e) criação de um quadro de supranumerários, que são aqueles que estão para além dos números apresentados no relatório de contas de Poupança 3; f) criação de um quadro de Aqui Parados na Carreira e activos, retroactivos, hiperactivos na trabalheira, de nome Baratos, por parte da mãe e do pai também!, g) criação de um quadro de titulares que são aqueles que vão
pular em todos os lugares... São medidas que alteram substancialmente o Currículo Nacional, nada têm a ver com professores, mas apenas com melhorias necessárias à Educação. Todos estes quadros têm extinção prevista para breve, sendo criados em substituição quadros de vigilantes educativos, com vários graus de vigília e vigilância, sendo o último o dos professores titulares de todas as vigílias e vigilâncias: O Grande Vigilante que nos há-de a todos ensinar... a educar e a poupar!
pular em todos os lugares... São medidas que alteram substancialmente o Currículo Nacional, nada têm a ver com professores, mas apenas com melhorias necessárias à Educação. Todos estes quadros têm extinção prevista para breve, sendo criados em substituição quadros de vigilantes educativos, com vários graus de vigília e vigilância, sendo o último o dos professores titulares de todas as vigílias e vigilâncias: O Grande Vigilante que nos há-de a todos ensinar... a educar e a poupar!
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Irra que...
sexta-feira, novembro 10, 2006
Respeitinho!
Esta coisa começou mal!
É que tenho tendência a ficar chateado quando me chamam calaceiro, preguiçoso e outros dichotes...
Já ficaria se fosse um gajo qualquer da rua que me chamasse isso, mas fico mais quando é a ministra que o afirma, ou que o dá a entender, ou que o insinua.
Fico chateado!
Não que isso tenha uma importância por aí além, mas fico...
E se ao gajo da rua eu responderia com argumentos de pacifista em dia de greve, à ministra perdi-lhe o respeito... totalmente!
Não gosto de ser insultado, chateia-me ser insultado, aborrece-me!
E mais, ainda gosto menos de ser subvalorizado para me poderem legalmente roubar! Aborrece-me muitíssimo!
Ora é isto tudo que o novíssimo ECD consagra! A desvalorização completa de uma profissão que é composta, segundo a tutela, por profissionais parasitas, calaceiros e preguiçosos e, por isso, têm de ser castigados, têm de ficar Aqui Parados...! Ou isso, ou têm de ser reeducados, com base na ética do trabalho em excesso e despropositado que os há-de libertar... para uma estagnação na progressão.
Não se pode oficialmente progredir porque isso sai caro!
Preparou-se o terreno nos media, mandaram-se alguns comentadores dizer que assim é que deve ser, alguns economistas de renome (os mesmos que puseram Portugal no leque dos países mais ricos da UE) juraram a pés juntos que nem pode ser de outra maneira, excelentes são só alguns e basta saber fazer contas para saber quantos são (é isso que ensina a mãe de todas as ciências, a mais importante, a Economia, e a tia, a Política, não contradiz).
Ora bolas, isto chateia-me, mas isto é a mim que sou popular (do povo) e que queria progredir e não posso.
Era como dizer ao Miguel Sousa Tavares, querendo ele escrever o Equador, que não podia passar do Bojador. O tipo não ia gostar! E às tantas havia de se queixar de falta de respeito e afirmar que queria ser respeitado e que queria liberdade para progredir até ao Equador!
Pois bem, a falta de respeito para com os professores é total!
É mesmo um caso exemplar, em que os responsáveis se dão ao luxo de desconsiderar publicamente uma classe inteira de profissionais, a bem do país e da nação!
De que país e de que nação estarão a falar? Do país da corrupção, dos privilégios, da nação dos amigos?
Confesso-me pouco inteligente para entender os nossos governantes. Mas digo também que não sou nem nunca fui loiro!
Mas o respeitinho é bonito e eu gosto!
Se não o tiver, dispenso-me de o exercer!
É que tenho tendência a ficar chateado quando me chamam calaceiro, preguiçoso e outros dichotes...
Já ficaria se fosse um gajo qualquer da rua que me chamasse isso, mas fico mais quando é a ministra que o afirma, ou que o dá a entender, ou que o insinua.
Fico chateado!
Não que isso tenha uma importância por aí além, mas fico...
E se ao gajo da rua eu responderia com argumentos de pacifista em dia de greve, à ministra perdi-lhe o respeito... totalmente!
Não gosto de ser insultado, chateia-me ser insultado, aborrece-me!
E mais, ainda gosto menos de ser subvalorizado para me poderem legalmente roubar! Aborrece-me muitíssimo!
Ora é isto tudo que o novíssimo ECD consagra! A desvalorização completa de uma profissão que é composta, segundo a tutela, por profissionais parasitas, calaceiros e preguiçosos e, por isso, têm de ser castigados, têm de ficar Aqui Parados...! Ou isso, ou têm de ser reeducados, com base na ética do trabalho em excesso e despropositado que os há-de libertar... para uma estagnação na progressão.
Não se pode oficialmente progredir porque isso sai caro!
Preparou-se o terreno nos media, mandaram-se alguns comentadores dizer que assim é que deve ser, alguns economistas de renome (os mesmos que puseram Portugal no leque dos países mais ricos da UE) juraram a pés juntos que nem pode ser de outra maneira, excelentes são só alguns e basta saber fazer contas para saber quantos são (é isso que ensina a mãe de todas as ciências, a mais importante, a Economia, e a tia, a Política, não contradiz).
Ora bolas, isto chateia-me, mas isto é a mim que sou popular (do povo) e que queria progredir e não posso.
Era como dizer ao Miguel Sousa Tavares, querendo ele escrever o Equador, que não podia passar do Bojador. O tipo não ia gostar! E às tantas havia de se queixar de falta de respeito e afirmar que queria ser respeitado e que queria liberdade para progredir até ao Equador!
Pois bem, a falta de respeito para com os professores é total!
É mesmo um caso exemplar, em que os responsáveis se dão ao luxo de desconsiderar publicamente uma classe inteira de profissionais, a bem do país e da nação!
De que país e de que nação estarão a falar? Do país da corrupção, dos privilégios, da nação dos amigos?
Confesso-me pouco inteligente para entender os nossos governantes. Mas digo também que não sou nem nunca fui loiro!
Mas o respeitinho é bonito e eu gosto!
Se não o tiver, dispenso-me de o exercer!
terça-feira, novembro 07, 2006
PFP sobre o ECD - Perguntas frequentemente perguntadas sobre o ECD
O que é o ECD?
O ECD é um estatuto de uma carreira, supostamente docente.
Para que serve um estatuto de uma carreira?
Para organizar a carreira, definir funções, adequar a prática profissional dos docentes a ideias que estruturam a educação.
Que ideias são essas?
O Ministério não sabe!. O Ministério diz tê-las, mas não é seguro em que departamento estarão guardadas.
Quem pode apresentar essas ideias?
Toda a gente, mas têm sido privilegiados os comentadores televisivos, os economistas reformados e simultaneamente no activo, os reformadores moralizantes da vida pública, com ordenados, privilégios e benesses pessoais chocantes em termos sociais.
As pessoas "preocupadas com o futuro do país" podem apresentar as suas ideias?
Podem, desde que sejam comentadoreiros de imagem reconhecida, assessores de alguma empresa com subsídios comunitários, membros do governo, economistas em geral, sobretudo os que afirmam não ter responsabilidades no estado da nação.
Os profissionais do sector também podem apresentar propostas?
Podem, desde que o façam baixinho e de preferência caladinhos.
Existem medidas significativas para a educação no ECD?
Existem várias medidas muito significativas que se centram em dois temas fundamentais: reduzir e aumentar.
Reduzir e aumentar??? Isso não é contraditório?
Não! Nada!
Reduzir professores, reduzir o número de contratados (para o ME não são professores) reduzir a possibilidade de ter carreira, reduzir a progressão na mesma, reduzir salários, reduzir direitos elementares como o de estar doente, reduzir o tempo de preparação de aulas, reduzir o tempo para os professores se actualizarem, reduzir o tempo para concertarem estratégias e procedimentos, reduzir a possibilidade de ser bom professor, reduzir a imagem do professor à imagem de pária social, reduzir o papel do professor na escola que passa a ser um faz-tudo baratinho, reduzir os professores a executantes de medidas a metro com a lógica do milímetro, reduzir o estatuto e o prestígio dos professores (afinal eles são os pais e as mães dos males da escola) reduzir a despesa/investimento na educação a um nível digamos…. muito reduzido.
Então o que é que vai aumentar??
Aumenta o trabalho com menos salário, aumentam as horas lectivas disfarçadas de actividades educativas, aumenta a idade da reforma, aumenta o número de desempregados, aumentam os despedimentos, aumenta a não contratação de docentes, aumenta o trabalho escravo que permite isto tudo, aumenta a quantidade de tarefas exigidas aos professores, aumenta o disparate na avaliação dos docentes (aberta a tios, primas e outros familiares em quarto grau) aumenta a impossibilidade de se ser excelente dada a multiplicidade de tarefas diferentes exigidas, aumenta a falta de tempo de preparação para isso tudo, aumenta a exigência de excelência com condições de demência, aumenta a tentativa de levar à prática o adágio “querer ópera séria pelo preço da ópera bufa”, aumenta a impossibilidade de progressão na carreira, aumenta a manutenção de muitos dos professores em condições salariais de saldo, aumenta o desprestígio da profissão (essa a intenção), aumenta a escola dos desmotivados e paralisados, aumenta o nível de loucura para um nível… aumentado.
E não se cria nada de novo?
Sim, seguramente! Cria-se poupança imediata e irracional, cria-se a breve trecho a escola pública manhosa, onde ninguém quererá leccionar, cria-se um sistema de precariedade onde ninguém quererá estar…
Ainda há quem queira ser professor??
Sim há! Os excelentes professores que estão no ensino e que já eram professores antes de a ministra ser ministra, e que continuam a ser professores enquanto a ministra continua surda, arrogante e prepotente.
Mas a educação não é importante para o país?
É muito importante, até os responsáveis dizem o mesmo, mas fazem tudo para que não seja, e desconsideram os seus profissionais para que a sua profissão seja subvalorizada.
Isso não é um paradoxo? O que é um paradoxo?
Um paradoxo é tudo isto…!
E é apenas isto?
Não!! Também é ter uma ministra da educação que a não tem!
domingo, novembro 05, 2006
o S de quem?

Salazar, no seu culto do chefe e do sacrifício nacional, do Portugal dos Pobrezinhos Obedientes, servia-se de uma propaganda bastante activa que exaltava a figura do chefe e das medidas de salvação nacional. Tudo servia: eram as Lições de Salazar, eram os livros da escola, a exposição do Mundo Português, a Mocidade Portuguesa com a fivela do cinto com um "S".
Diziam-se piadas, murmuradas, acerca do "S".
Mas propaganda a sério é agora. Tudo serve, desde que dê visibilidade... Até revistas no estrangeiro (ehehehehe).
Parece que os professores e os alunos terão de voltar a usar cinto uniforme, com um "S" igualmente, sabe-se lá porquê...
As piadas adaptam-se e as canções ganham novos refrões.
Pode ser que este se aplique:
"Sou soldado socialista
Sem Sócrates saber
Se Sócrates soubesse
Seria sério sarilho. "
Mas pior, pior, será se Sócrates e a Maria das Actividades Educativas Isentas de Salário se juntam na fábrica dos cintos.
É que cintos "SM" já será um bocadinho demais...
sábado, outubro 21, 2006
Dedicado aos democratas do ME
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A maior desgraça que pode acontecer a um artista é começar pela literatura, em vez de começar pela vida.
Miguel Torga
Miguel Torga
procure outras florestas, outras árvores, não hesite...


